Uma discussão sobre o coeficiente de restituição
15 mai. 2017·,,·
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Damião P. Meira Filho
Jorge K. S. Kamassury
Rose C. S. Meira
Resumo
Seja em escala atômica, seja em escala macroscópica, a quantidade de eventos de colisão em nosso cotidiano é considerável e, portanto, os esforços em estudos que aumentam nossa compreensão destas colisões são essenciais tanto para o ensino como para o desenvolvimento de futuras tecnologias. Em processos de colisão, o coeficiente de restituição está associado ao grau de elasticidade da colisão entre os corpos em questão e nos permite classificar as colisões como elásticas, inelásticas e super-elásticas. No entanto, não é habitual observar na literatura uma abordagem matemática ampla e detalhada para explicar, de forma didática, esta classificação, o que acarreta o surgimento de dúvidas sobre o coeficiente de restituição. Nesse sentido, desenvolvemos neste artigo demonstrações detalhadas para cada caso, além de apresentar exemplos de colisões endoérgicas e exoérgicas.
Tipo
Publicação
Revista Brasileira de Ensino de Física, 39(4), e4302
Este artigo apresenta uma discussão matemática detalhada sobre o coeficiente de restituição em processos de colisão, fornecendo demonstrações completas para os casos de colisões elásticas, inelásticas e super-elásticas. O trabalho preenche uma lacuna didática na literatura ao apresentar exemplos de colisões endoérgicas (com absorção de energia) e exoérgicas (com liberação de energia), estabelecendo uma base sólida tanto para o ensino quanto para aplicações em estudos de colisões em escala atômica e macroscópica.